Era Vidro e Se Quebrou...
Quarta-feira, Agosto 04, 2004
Comments: ANJO VIII
Aquele nosso amigo anjo senta e derrama toneladas de jujubas verdes (para quem chegou agora: lágrimas de anjo viram jujubas. Vermelhas, paixão; roxas, saudade; verdes, indignação): no céu de sua nuvem, não mais estrelas. "Merda! Saco!". Coisas do Atraso. Mas o Tempo, irmão mais velho d'Ele, enxuga todas as dores. Nosso anjo levanta, sacode as asinhas e dá duas cambalhotas por cima da poeira do ontem. Abraça seu sorriso, mergulha no arco-íris e, de lá, traz o amarelo, que usa para tingir a sua nuvem. Ele, o nosso desbocado anjo, pensa no futuro, e nele apanha novas estrelas que, agora, são duplas no seu céu. E que iluminam o grande pula-pula, onde não mais amanhecerão jujubas roxas sobre os travesseiros. Yellow. Amarelo passa a ser a cor oficial dos sonhos. Anjos não renascem, porque não morrem. Anjos não dependem de ninguém para estar vivos. E ele, o nosso anjo, agora vive com um sorriso dentro do peito.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 4:15 PM
Comments: PARA OUVIR BALANÇANDO OS PEZINHOS EM NUVENS AMARELAS
And I want to wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I'm safe there in your arms
So all I ask is for you
To come away with me in the night
Come away with me
Norah Jones
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 3:53 PM
Terça-feira, Julho 13, 2004
Comments: Um dia, foi brutal e estupidamente atropelado por um sorriso.
Atropelamentos desse tipo causam dor em quem os assiste. E, segundo as leis da física, dependendo da velocidade da aceleração no deslocamento do bólido, dependendo da cor do batom que o envolve e do ângulo em que ocorre o impacto, jogam a alma do atropelado um pouco acima da rota dos aviões comerciais.
Santas nuvens pula-pulas de cetim.
Sem elas, seríamos um mar de atropelados, sangrando pelos poros e lacrimejando dentro do peito.
Mas, então, um dia foi estúpida e brutalmente atropelado por um sorriso, e foi arremessado para o muito, muito, muito alto. E, graças a Ele, desabou num pula-pula de cetim.
A turba (sempre as turbas...), enlouquecida, pedia que pulasse.
Surpresa: lá, de cima de tudo, levantou as mãos, mostrando ao mundo o sorriso que lhe sorria como nunca se havia visto antes um sorriso sorrir.
E, abraçados, ele e o sorriso, pegaram carona nas asas de um anjo, que vestia luz.
Para onde?
E por acaso alguém lá pode saber para onde vão sorrisos, fadas e gentes que amam?
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 12:09 PM
Segunda-feira, Julho 12, 2004
Comments: ATENDENDO A PEDIDOS
Valeu a campanha,
Fábio.
Hoje tem post.
Depois do meio-dia, a qualquer momento.
Prometo tentar voltar a postar um pouco mais normalmente.
Até lá!
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 8:36 AM
Quinta-feira, Julho 08, 2004
Comments: FARINHADA
Depois de longo e tenebroso inverno, tem
Farinhada nova no ar.
Chorão x Camelo.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 3:40 PM
Quarta-feira, Julho 07, 2004
Comments: AINDA FOTOS
Mais duas do O Rappa no Piauí Pop.
Depois delas, vou ver se escrevo alguma coisa, e outro dia coloco de outras bandas.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 9:40 AM
Domingo, Julho 04, 2004
Comments: mais uma do O Rappa
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 3:59 PM
Sábado, Julho 03, 2004
Comments: PIAUÍ POP
A partir de hoje, algumas fotos do
Piauí Pop!
Falcão, do O Rappa
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 10:37 PM
Terça-feira, Junho 29, 2004
Comments: MINI-CONTO
Era uma vez duas certezas que se encontraram, se olharam, se gostaram, se apaixonaram, se amaram, fizeram amor, casaram, sorriram, fizeram amor de novo, se olharam de novo e, quando viram, tinham parido uma lágrima. E lágrimas paridas assim, sem nenhum planejamento, crescem e se transformam em magras e desdentadas dores, sempre jogadas pelos cantos e comendo mingau para aliviar a úlcera.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 1:41 AM
Comments: DO MEDO DO (a)MAR
Não, não tenho medo de nada. Não tenho medo do escuro, não tenho medo da fome, não tenho medo da miséria. Não, não tenho medo. Nem do ontem, nem do amanhã. Muito menos do hoje. Sou um ser absolutamente sem medos. Não tenho medo de barata, nem de político safado, nem de mentira, nem de calúnia, injúria ou difamação. Não tenho medo de falar errado, nem de falar em público. Nem de falar errado em público. Sou um ser sem medo algum de coisa nenhuma. Não tenho medo de bomba atômica, nem de pular de pára-quedas. Não tenho medo de assalto, não tenho medo de câncer, muito menos de aids, já que não tenho medo de usar camisinha porque não tenho medo de não sentir prazer, e é porque não tenho medo de descobrir prazer até no que eu (se tivesse algum medo, evidentemente), poderia ter medo. Sou um ser completa e estranhamente sem medos. Não, não tenho medo nenhum de quebrar a perna, de perder o bilhete premiado da megasena acumulada, muito menos tenho medo de sofrer derrame, infarto do miocárdio, traumatismo craniano ou crise depressiva aguda. Medo eu não sei o que é. Não tenho. Nenhum pingo de medo algum. Sou tão sem medo, mas tão sem medo, que não tenho medo de asa-delta, nem de ser enterrado vivo, nem de perder um braço, uma perna ou um olho. Nem de perder o pinto. Tem homem que morre de medo de perder o pinto, porque tem medo de que, sem o pinto, não seja mais homem. Eu não tenho esses medos. Não sei o que é isso. Medo. Palavra estranha, grafada com quatro letras, como são quatro os cavaleiros do apocalipse. São quatro, mesmo, ou são seis? Quatro, seis, doze... Não importa, talvez seja ridícula essa comparação, mas nem do ridículo eu tenho medo. Eu não tenho medo de nada. Nem de inflação, nem de hiperinflação, de deflação, de infecção, de perturbação. Não tenho medo de nenhuma convicção ou imperfeição, nem de nenhuma participação em algo que seja obscuro, inseguro ou que permita que me chamem de obtuso. Sou um homem sem medos, consequentemente sem pavores. Obviamente, sem pânicos. Nada. Nada me tira do sério. Nada... Hã? Você... Está... Chorando? Porquê? Hein? É alguma coisa comigo? É? Diz pra mim... Você está me assustando... Por favor, fala... Não, não é medo... É assim... Uma sensação estranha... Olha pra mim... Não chora... Está certo que seus olhos ficam lindos assim, com cheiro de mar... Mas pare, por favor, porque de repente esse mar dentro dos seus olhos te leva lá pra longe, pra dobra do mundo... E quem sabe, mesmo, o que haverá por lá?
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 1:22 AM
Quinta-feira, Junho 24, 2004
Comments: CLASSIFICADO
Vende-se, urgente, grande coleção de medos, em ótimo estado. Único dono, que vem colecionando todos eles desde bem pequeno. Pequeno defeito no altímetro da acrofobia. Acompanha um mata-baratas pela metade, um grito um tantinho rouco pelo uso, duas garrafas de álcool, cinco gotas de frio na espinha e dois frascos de pânico. Aceita-se troca por bilhetes de montanha-russa não utilizados ou sorrisos que causem taquicardia, desde que em quantidades insuficientes para que se sinta alguma dor. Motivo: mudança. Tratar diretamente com o proprietário (mas somente em lugares abertos, por ele ser claustrofóbico).
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 9:29 PM
Comments: DOIS HAMBURGUERS, ALFACE, QUEIJO, MOLHO ESPECIAL ETC ETC ETC ETC...
Os naturebas, os anti-americanos e os frescos que me perdoem...
Mas tem coisas que só uma Mc Oferta número um faz por você.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 9:13 PM
Comments: Como está se tornando praxe nessa nova fase do meu blog, vou avisando que hoje tem post.
Mas só de noite.
O layout novo tava pronto, mas não gostei.
Tamos refazendo.
Espero sua volta mais tarde.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 1:49 PM
Sábado, Junho 19, 2004
Comments: DE NOVO, PONHANDO UM RECADO NA PORTA
Não sei se vai ter post aqui nesse blog hoje.
Mas
nesse tem.
Se puder, dê lá uma olhada na minha
Farinhada da semana.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 9:17 AM
Quinta-feira, Junho 17, 2004
Comments: Anjo VII
Sangue de anjo é cor-de-rosa. E tem gosto de Quick de morango. Xixi de anjo tem gosto de guaraná. Mas anjos não gostam de escatologia. Portanto, paremos por aqui. Anjos, depois de chorar de medo em meio a tempestades, olham o sol e sorriem com as duas mãozinhas sobre a boca e com Vênus nos olhos: chegou a hora das fadas voltarem! E lá vem elas, vestidas de arco-íris e derramando sobre o mundo seus sorrisos quadradinhos! Anjos são um pouco bobos, porque os puros vêem em tudo motivo para um sorriso. E lá está o nosso anjo tocando harpa para sua musa, sorrindo e chorando e salpicando as nuvens com bolinhas vermelhas. São as lágrimas de paixão virando jujubas. E são tantas, e tão rubras, que o sol, trilhões de anos experiente nesses assuntos, veste sua roupa de festa, saca do paletó um pincel e tinge o mundo de lilás. Lilás combina com anjos.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 8:15 PM
Comments: Pequeno Dicionário das Relações Amorosas (à moda Cambalhotina)
Filho(a): 1. raspas de coração
2. felicidade que suja fraldas;
3. tubo extremamente barulhento em uma extremidade e absolutamente irresponsável em outra;
4. paz banguela;
5. big-bang dentro do peito;
6.motivo da existência de calendários;
7. principal causa da acrofobia;
8. material orgânico usado para derreter granito;
9.ausência de bolinhas amarelas;
10. sinônimo de amanhã;
11. nome dado à barriga de espécimes femininos em estado interessante;
12. indivíduo devorador de bolotas vermelhas doces presas a palitos;
13. animaizinhos que nunca crescem;
14. antônimo de suicídio;
15. abobalhador de adultos;
16. ser gerado originalmente em laboratório por fábricas de filmes fotográficos;
17. o outro nome da insônia;
18. efeito colateral do amor;
19. comprovação científica da existência de Deus.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 7:53 PM
Comments: PONHANDO UM RECADO NA PORTA
Hoje tem post. E vão ser logo dois.
Mas volta mais tarde, que não é agora.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 9:29 AM
Sexta-feira, Junho 11, 2004
Comments: MAIS UMA DO AMOR
- Amor?
- Oi...
- Beija meu umbigo?
- O umbigo?
- É.
- Porquê?
- É que de repente me deu uma vontade tão grande de esquecer do mundo...
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 6:57 PM
Quinta-feira, Junho 10, 2004
Comments: PROCURA-SE
Procuraram, procuraram, procuraram... Por toda parte... Por muitos dias... Debaixo da cama. No armário. Na geladeira. Na lixeira do banheiro. Arrancaram a pia da cozinha e procuraram na tubulação. Nas gavetas. Na despensa. Entre as facas. Na caixa de fotografias antigas. Entre as roupas. Na gaveta de cuecas. No meio dos sapatos. Nos bolsos das calças. Dentro dos livros de receitas. Nas cartas. Na pasta de contas. No elevador. Na garagem. No porta-luvas. Debaixo do carro. No porta-malas. Nas ruas do bairro. Colocaram anúncio de procura-se no jornal. Deu notícia na tv. Nenhum sinal. Nada. Única pista, dada pelo zelador do prédio onde moravam:
- Seu Zé, o senhor viu um amor perdido por aí?
- Como ele era, dona Melissa?
- Bonito, perfumado e vestido de azul...
- Vi, sim, dona Melissa... Vi quando saiu do elevador, chorando, entrou correndo num taxi e foi simbora, pro rumo da Lagoa.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 9:05 AM
Terça-feira, Junho 08, 2004
Comments: MINI-CONTO ONDE NORBERTO COLIBRI DEFINE COM SUA VISÃO PARTICULARMENTE PESSIMISTA O QUE É "SAUDADE"
- É o nada.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 8:16 AM
Sábado, Junho 05, 2004
Comments: PRA COMPENSAR A RUINDADE DO POST AÍ DE BAIXO...
sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora
calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa
(Paulo Leminski)
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 2:50 PM
Comments: POEMETO BOBO, MAS SINCERO
às vezes, penso
que um relógio não deveria ter ponteiros;
deveria ter pernas.
quem sabe o tempo andasse mais depressa.
mas, às vezes, penso
que um relógio não deve mesmo ter pernas;
deveria ser réptil!
quem sabe se arrastasse com menos pressa.
no final das contas, penso
que o tempo deveria mesmo é ser menos egoísta
e deixar de pensar só em si mesmo.
porque tem horas que ele tem certeza que é o coelho de alice e,
em outras, o danado cisma que é caymmi.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 2:47 PM
Quinta-feira, Junho 03, 2004
Comments: Anjo VI
Dois centímetros cúbicos de nuvem. Duas lágrimas de criança: uma derramada em dia de aniversário, outra no medo do trovão. Três colheres de açúcar. Uma pitada de três dedos de pó de ouro. Duas gotas de lilás. Um miligrama de cauda de cometa. Pronto. Diz-se que essa é a receita básica para se criar um anjo. Dizem que muitos tentaram criá-los a partir daí. Não conseguiram pela falta do sopro. O sopro d'Ele. E Ele, depois do sopro, põe tudo dentro das mãos em concha, e joga para o alto. Dois dias depois eles aparecem. Prontinhos. Sentadinhos em flocos de algodão doce. Sorrindo banguelas e chupando o polegar, mania que acaba quando nascem as asinhas, três séculos depois, na adolescência. Fase na qual está o nosso anjo, que tropeça nas estrelas e se esborracha em nuvens mais pesadas que o ar. E que grita: - Merda! - enquanto levanta, sacode as gotículas e dá a volta por cima.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 8:16 PM
Comments: Vem aí o novo layout. Aguardemmmmmmmmmmmmm...
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 3:39 PM
Comments: PONHANDO UM RECADO NA PORTA
Hoje tem post novo.
Só que é mais tarde.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 8:27 AM
Segunda-feira, Maio 31, 2004
Comments: DA SÉRIE RECORDAR É VIVER, ESPECIALMENTE PARA OS NOVOS VISITANTES DO BLOG
...
Ele estava chegando. Ela meteu a mão na bolsa, remexeu, remexeu, e só então percebeu que tinha esquecido os sorrisos em casa. Ele abriu a porta. Ela chamou o garçom e perguntou se havia sorrisos no cardápio. Estavam em falta. Ele chegou e sorriu. Ela não. Ele sorriu outra vez. Ela disfarçou. Ele percebeu. Ela se desculpou. Ele entendeu. Ela chorou. Ele tomou a mão dela em suas mãos. Ela corou. Ele beijou cada um dos dedos dela. Ela umedeceu. Ele chamou o garçom e pediu a conta. Ela foi ao banheiro retocar a maquiagem. Ele pagou. Ela pediu à moça loira que sorria um sorriso emprestado. Ele esperou. Ela agradeceu à moça loira que sorria pelo empréstimo do sorriso. Ele se surpreendeu. Ela sorriu. Ele chorou. Ela nunca mais precisou pedir nem comprar sorrisos. Ele os dava a ela, embalados em grandes caixas douradas com laços de fita
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 5:20 PM
Comments: VEM AÍ!
Vem aí o
PiauíPop! Dias 2 e 3 de julho, em Teresina.
Bom, você que não mora na cidade... Vou fotografar tudo e colocar as fotos aqui...
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 12:15 PM
Quinta-feira, Maio 27, 2004
Comments: ...
Terceira à esquerda. Segunda à direita. Segue em frente. Passa pelo orelhão. Quando vir um sorriso à sua direita, você dobra. Quatro quarteirões. Olha pra cima. Se tiver uma nuvem, você espera ela passar. Se não tiver, entra depressa. Uma porta branca. Estreita, tem de se esforçar um pouco. Aí, só subir a escada. Mil, novecentos e vinte e sete degraus. Aí chega no trampolim. Abra os braços, pra se equilibrar bem, que um tombo agora pode ser fatal! Lá embaixo, uma piscina. Vermelha. Vermelha porquê? Ué, porque sim, ora! A água é quentinha, vai gostar. Mais divertido se pular de cabeça. Respira fundo antes, que leva um tempo pra você voltar à tona! Mas volta. Aí, umas braçadas. É preciso fôlego... Vai nadar aí por um bom tempo. Mas é gostoso, a água quentinha não te deixa ficar dolorido. Não, não tem fundo, não dá pra descansar. Faz o seguinte: de vez em quando você bóia. Põe a barriga pra cima e bóia. Igual criança. Se o céu estiver escuro, pode ir se preparando. Vai precisar ter força. Mas passa. Não dá pra se afogar, só assusta um pouco. Continua nadando. Só duas possibilidades de chegada: abismo ou praia. Se chegar na praia, melhor. É um lugar bonito. Relaxante. Tomara que seja. Se for abismo, vai doer. Mas passa. Dependendo do peso da sua alma, você vai cair por alguns minutos, algumas horas. Tem gente que cai por anos. Dizem por aí que tem gente que nunca mais pára de cair. Mas é lenda. É, não chega a ser perigoso, assim, perigooooooooso... Mas assusta. Tá, é perigoso, sim... Mas e o que não é? Depois? Ah, sei lá... Você vai decidir. O que eu sei é que você vai ter vontade de começar tudo de novo. Vai, segue em frente. Sem medo. Bota um sorriso na cara e vai. Anda! Vai! Boa sorte. Qualquer coisa, liga. Tchau.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 5:13 PM
Quarta-feira, Maio 26, 2004
Comments: Pequeno Dicionário das Relações Amorosas (à moda Cambalhotina)
Lágrima: 1. saudade na forma líquida;
2. mistura de água do mar com alma moída;
3. secreção aquosa expelida através dos canais lacrimais quando se espreme o coração;
4. felicidade que escorre pela face;
5. estrela cadente que despenca do céu dos olhos de quem ama;
6. motivo da existência de lenços brancos;
7. resultado da fusão de sentimentos contraditórios quando submetidos a altas temperaturas;
8. nome comumente dado ao fim de um romance;
9. momento que antecede o adeus;
10. pedaço de ontem;
11. antônimo de desprezo;
12. matéria-prima das jujubas;
13. grande inspiração dos poetas;
14. fado de Amália Rodrigues;
15. na Europa, folha que cai da árvore quando chega o outono;
16. na infância, associada ao berro, alarme de fome;
17. na velhice, fome de colo;
18. névoa úmida que cobre o mundo quando chove dentro da gente.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 8:28 AM
Terça-feira, Maio 25, 2004
Comments: EU, NO BLOGS OF NOTE
Logo vi que tinha muita gente estranha passando por aqui...
Amanhã, quarta-feira, tem post novo.
Até.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES 6:28 PM